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Existem empresas cuja história pode ser contada por números. E existem aquelas em que, para compreender os números, primeiro é preciso conhecer as pessoas. A Suprema Imóveis pertence a essa segunda categoria. Sua trajetória em Capão da Canoa está ligada ao empresário Tiago Borges e a uma experiência profissional que, segundo ele próprio, ultrapassa duas décadas no setor. Antes da Suprema, houve a Solos; antes da estrutura atual, houve aprendizado, tentativas, erros, decisões difíceis e um sonho bastante concreto: construir uma imobiliária com espaço para crescer e reunir pessoas. A Suprema nasceu desse caminho e chegou aos 11 anos carregando algo que nenhuma ficha cadastral consegue registrar integralmente — a história de quem precisou acreditar no negócio muito antes de conhecer o tamanho que ele poderia alcançar.
Quando relembra essa caminhada, Tiago não constrói uma narrativa feita apenas de acertos. Ao contrário: reconhece dificuldades, decisões tomadas por impulso e erros que precisaram ser superados. É justamente aí que sua trajetória ganha densidade empresarial. Em vez de apagar os tropeços, ele os incorpora ao aprendizado que ajudou a formar sua maneira de conduzir os negócios. Também atribui parte importante dessa formação à família: recorda a disciplina recebida da mãe ainda na adolescência, aponta o filho mais velho como uma de suas primeiras grandes motivações e reconhece na esposa e nos familiares a base que permaneceu ao seu lado nos períodos mais difíceis. Por trás do empresário que hoje administra uma operação consolidada, aparece, assim, uma história marcada por trabalho, gratidão e pela compreensão de que empreender também significa aprender a continuar.
Essa construção ganhou escala. Segundo números apresentados durante a celebração dos 11 anos da Suprema, a imobiliária já participou de negócios que, somados, ultrapassam R$ 850 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Mais importante do que transformar esse volume em troféu é compreender o que ele representa: imóveis, investidores, construtoras, corretores, compradores e milhares de decisões que passaram, em diferentes momentos, pela operação. A própria trajetória relatada por profissionais e parceiros mostra uma empresa que atravessou mudanças econômicas, tecnológicas e até a pandemia preservando sua atividade e ampliando sua inserção no setor. Ao longo desse processo, Tiago construiu uma visão muito clara sobre aquilo que considera essencial: tomar decisões corretas, agir com honestidade e procurar o melhor negócio para o cliente, mesmo quando isso pode significar abrir mão de uma negociação.
Talvez esteja justamente nessa escolha uma das explicações para a longevidade da Suprema. O mercado imobiliário é feito de patrimônio, mas sustentado por confiança. Tiago reconhece que construtores, clientes, profissionais e parceiros não estiveram presentes apenas nas vendas; foram também pessoas que aconselharam, ensinaram, corrigiram rumos e participaram de sua formação empresarial. A própria equipe ocupa lugar central nessa memória — tanto quem permanece quanto aqueles que passaram pela empresa. Ao mesmo tempo, a Suprema acompanhou a transformação do setor: incorporou presença digital, conteúdo e ferramentas à jornada do comprador, manteve relações com a cadeia da construção civil e viu seus protagonistas participarem de novos movimentos empresariais no Litoral Norte. A história que começou em Capão da Canoa, portanto, cresceu junto com uma cidade que Tiago ainda enxerga com enorme espaço para avançar.
É por isso que os 11 anos da Suprema contam uma história maior do que a permanência de uma imobiliária no mesmo endereço. Contam a distância percorrida entre o jovem profissional que aprendeu a trabalhar cedo, o corretor incentivado a entrar na profissão, o empresário que já havia experimentado outro negócio e aquele que decidiu apostar em um sonho mesmo diante das incertezas. Contam também sobre uma mãe que ensinou disciplina, filhos que deram sentido à caminhada, uma esposa e uma família que se tornaram porto seguro, profissionais que ajudaram a erguer a operação, clientes que confiaram e parceiros que caminharam junto. No fim, talvez esse seja o patrimônio mais difícil de colocar em uma planilha: a Suprema negocia imóveis, mas sua própria história foi construída com algo que vale antes de qualquer metro quadrado — pessoas, confiança, trabalho e a coragem de continuar.
Publicado por:
Marcos Medeiros
Jornalista e assessor de comunicação, com atuação em produção de conteúdo informativo, institucional e sindical. Desenvolve reportagens e projetos estratégicos com foco em credibilidade, transparência e responsabilidade social.
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